AS MINHAS ASAS
Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição,
coas grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra
Batia-as, voando ao céu.
Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
- Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi, entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.
Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena, me caíram...
Nunca mais voei ao céu.
[Almeida Garrett- Porto, 1799-1854]
Perdi-as algures, não me lembro onde, nem como ou porquê!
São aquelas coisas que só lembram ao diabo, vá-se lá saber porquê?
Só sinto que não as tenho, há já algum tempo.
Deixei de conseguir voar!
Já experimentei uma bebida anunciada por aí, mas não deu resultado, fiquei foi só mais nervoso!
Garanto que me fazem falta e estou disposto a compensar qualquer informação acerca do paradeiro das mesmas.
Não há que enganar, são asas de anjo normais, brancas, de boa envergadura, a correspondente ao meu peso. Foram-me dadas em pequeno por alguém do qual já não lembro o rosto.
Devem estar em bom estado pois tem sensivelmente a minha idade e foram sempre revistas num concessionário autorizado!
Devo dizer entretanto, que me sinto muito mal sem elas e também que tenho algo a crescer, na cabeça (cuidado com as bocas) e ao fundo das costas (repito o que disse atrás), além disso sinto-me quente por dentro, muito quente, eu diria a arder!
Agradeço informações, e estou disposto a pagar por isso, desde que comprovadas!
Pode ser que alguém eventualmente já tenha passado pelo mesmo!
sábado, 22 de março de 2008
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11 comentários:
Há asas que são como os dentes de leite.... levam tempo a voltar ...
bjos
Asas...beijo fantasma.
De certo que as tuas asas estão por aí escondidinhas dentro de ti mesmo, basta procurares por elas com vontade de as encontrares!!
beijinhos!!
asas?
para que as queres?
voar?
não precisas, deixa-te ir!
(p.s. mas se por acaso as encontrares, ou coisa assim e tiveres a mais...)
M&M, agradeço a informação, ninguém me tinha dito isso!
Beijo, Maria!
bichinho,não acredito em fantasmas,mas que os há, há!
Beijo
lalisca.cs-life,acho que tenho de procurar melhor! Obrigado!
Beijos
ines, ainda ofereço alguma resistência,está descansada que se souber algo, chamo!
Beijo
Oh Pedro...queres as asas para quê?
Oh pá...depois elas derretem...esquece lá isso...
quanto às alvissaras..há por aqui tradições mt interessantes sobre isso...eu (que n sou nada católica) gosto imenso dessas tradições
Asas... todos as temos, mesmo quando as julgamos perdidas. Fecha os olhos, respira fundo... e voa. Elas não te deixarão ficar mal!
Excelente escolha de poema!
Um grande beijo viajante!
bombocaa, não derretem que eu não vôo tão alto.
BJ
viajante pelos sentidos, espero que não, obrigado!
BJ
eh eh eh ...olha se calhar estam esquecidas num cantinho do coracao ou da cabeca... mas olha la essa de uma coisa na cabeca e outra no fundo das costas lol lol e mesmo a pedir resposta diabolica meu diabrete
:P
beijoca
erotic spirit, se calhar estão, noto que provavelmente me estou a tornar um diabrete, e para voar só tenho de apanhar um anjo que me leve a dar uma voltinha!
LOL
beijo
lol lol ah agora e que se calhar acertas-te! lol lol
:P
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